Thursday, June 07, 2007

Problemas ambientais provocados pelo consumo excessivo dos recursos enegéticos


* Chuvas ácidas

Os principais ácidos da chuva são o sulfúrico (H2SO4) e o nítrico (HNO3), formados pela associação da água com dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogénio (NOx), produtos da queima de combustível fóssil, que podem ser carregados pelo vento por distâncias superiores a 1.000 quilómetros do ponto de emissão, ocasionando chuvas ácidas distantes da fonte primária de poluição, o que acaba se tornando um problema sem fronteiras territoriais.
O dióxido de enxofre e os óxidos de nitrogénio podem causar danos tanto pela precipitação seca, que se depõe sobre a vegetação e as estruturas (monumentos, prédios, etc.), como pela precipitação húmida, dissolvidos na chuva ou em vapores d'água atmosféricos. Para a saúde humana os principais danos causados pela ingestão de água ou alimentos contaminados por metais pesados presentes na chuva ácida são os problemas neurológicos.


* Efeito de estufa

O crescente consumo de combustíveis fósseis está a alterar o equilíbrio do planeta proporcionado pelo "efeito estufa", fenómeno de retenção do calor solar pelos gases existentes na atmosfera, mantendo a terra quente.
O “vidro” de gases durante o dia mantém uma estufa quente porque permite que a radiação solar de ondas curtas passe facilmente, mas impede a passagem da radiação de ondas longas reflectida pela terra e retém o calor no interior da estufa:
Entre os gases de efeito estufa mais conhecidos estão o vapor de água, o dióxido de carbono, o metano, o óxido nitroso e os clorofluorcarbonetos. Os óxidos de nitrogénio, o monóxido de carbono, os halocarbonos e outros de origem industrial como o hidrofluorcarbono, o perfluorcarbono também são exemplos de gases de efeito estufa.
O aumento de dióxido de carbono em decorrência da intensificação das actividades industriais foi o principal factor que contribuiu para elevar a média da temperatura entre 0,4ºC e 0,8ºC na superfície do planeta durante o último século.

Curiosidades sobre os recursos energéticos

* Combustiveis fósseis:
• Os combustíveis fósseis foram formados há mais de 65 milhões de anos o que corresponde à idade dos dinossauros
• Portugal não apresenta locais subterrâneos com estes combustíveis (ou seja, não é um país rico em combustíveis fósseis).

* Energia da biomassa:
·O etanol ocupa um lugar de destaque no Brasil, com cerca de 43% dos veículos movidos a etanol;
·Em Vila Real, o aquecimento das escolas é feito através da energia da Biomassa;
·O sistema híbrido da única piscina existente em Torrão utiliza uma caldeira a biomassa;
·A central termoeléctrica de Mortágua utliliza a energia do biogás para produzir energia eléctrica;
·Dos 20% da energia renovável no mundo, cerca de 14% é proveniente da biomassa;
·Na Califórnia, a biomassa é responsável pela produção de 2,77% de toda a energia eléctrica.

* Energia das ondas:
·A energia que chega à costa ocidental portuguesa (500 km) é de cerca de 120 TWh/ano (em águas profundas);
·As zonas costeiras portuguesas, em especial a costa ocidental do continente e as ilhas dos Açores têm condições naturais entre as mais favoráveis em qualquer parte do mundo para o aproveitamento da energia das ondas.

* Energia hidroeléctrica:
·A primeira central hidroeléctrica do mundo foi construída em Appleton nos EUA, em 1882;
·A central hidroeléctrica de Owen Falls, no Uganda, construída em 1954 é a maior em capacidade (2700000 milhões de m³);
·A central hidroeléctrica de Rogun, construída em 1990 no Tajiquistão, é a maior em altura (335m);
·A barragem de Cahora Bassa, construída em 1974, em Moçambique é a maior barragem construída por Portugal (63000 milhões de m³);
·Em Portugal existem cerca de 40 barragens.
·Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia hídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.

* Energia geotérmica:
.O primeiro país a utilizar energia geotérmica foi a Itália, em 1904, seguido pela Islândia em 1928;
.Esta representa uma potência de 10.000 vezes da energia consumida por ano no mundo actualmente;
.Alguns peritos admitem que futuramente a energia geotérmica poderá satisfazer cerca de 20% das necessidades energéticas mundiais.

Energia eólica:
.Em Portugal, o primeiro parque eólico foi criado em 1988 em Santa Maria (Açores), com a instalação de um parque eólico no Figueiral, constituído por 9 aerogeradores de 30 kW perfazendo uma potência instalada de 270 kW. Esta estrutura produtiva contribuiu anualmente com uma média de cerca de 4% da produção total da ilha. Actualmente a distribuição destas centrais abrange quase todo o território nacional com aproximadamente 150 MW de potência instalada até 2001;
.Um barco á vela usa a energia dos ventos para se deslocar na água. Esta é uma forma de produzir força através do vento;
.Durante muitos anos, os agricultores serviram-se da energia eólica para bombear água dos furos usando moinhos de vento;
.O vento também é usado para girar a mó dos moinhos transformando o milho em farinha. Cada turbina produz entre 50 a 300 kW de energia eléctrica. Com 1000 watts podemos acender 10 lâmpadas de 100 watts; assim, 300 kilowatts acendem 3000 lâmpadas de 100 watts cada.
.Cerca de 30% da electricidade produzida a partir do vento é criada na Califórnia. A Dinamarca e Alemanha também são grandes exploradores da energia eólica;
.O recurso energético disponível em Portugal estima-se entre os 2.000 MW e os 3.500 MW, para rentabilidades na ordem das 2.500 horas brutas anuais e 2.000 horas brutas anuais.

* Energia solar:
. Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar

Recursos energéticos

Recursos energéticos

Recursos renováveis e recursos não renováveis

Pode entender-se por recursos renováveis ou recursos limpos, os recursos cuja formação é mais rápida do que o seu consumo pelo Homem. São exemplos de recursos renováveis : energia geotérmica, energia hidroeléctrica, a energia eólica e a energia solar.

Os recursos não renováveis ou recursos sujos são os recursos cujo tempo de formação é mais lento do que o seu consumo pelo Homem. São exemplos de recursos não renováveis : os combustiveis fósseis e a energia nuclear.

Friday, March 23, 2007

Processos intervenientes na formação de rochas sedimentares

Processos intervenientes na formação de rochas sedimentares

Alteração ou Meteorização
Processo pelo qual as rochas perdem as características físico-químicas originais.

Erosão
Fenómeno de desgaste dos materias rochosos por acção das águas, vento e seres vivos.

Transporte
Movimento dos materiais resultantes da erosão, pela acção da água, do vento e da força da gravidade.

Sedimentação
Processo de deposição dos sedimentos previamente erodidos e transportados.
Normalmente, os agentes de erosão são também agentes de transporte e sedimentação, pois estes processos podem ocorrer simultaneamente. A estes dá-se o nome de Agentes de Erosão, Transporte e Sedimentação, sendo os mais importantes:
A água da chuva, rios, mares, glaciares;
O vento;
A força da gravidade.
Em resumo, na sedimentação podem participar isolados ou em conjunto, detritos ou clastos arrancados a rochas preexistentes, substâncias dissolvidas nas águas e sedimentos de origem orgânica.
Depois da sedimentação, inicia-se o último processo por que passam os sedimentos, antes da formação das verdadeiras rochas sedimentares, a Diagénese. Começa com a redução de volume dos sedimentos, devido ao peso dos sedimentos que se vão depositando por cima. Nos sedimentos mais profundos vão-se reduzindo os espaços vazios e estes começam a agregar-se e a compactar. Com a compactação, os sedimentos tornam-se mais resistentes adquirindo um aspecto de rocha.

Diagénese
Conjunto de processos situados entre a sedimentação e o metamorfismo, que actuam sobre os sedimentos provocando a sua compactação e formação de rochas mais consistentes.
Associada à compactação dos sedimentos, decorre o processo de cimentação que consiste no aparecimento de uma matriz ou seja material muito fino entre os grãos dos sedimentos, ou um cimento resultante da precipitação de substâncias, geralmente carbonato ou sílica, conferindo mais consistência.
Nos sedimentos mais profundos, pode existir também modificações nos minerais e alterações químicas com trocas de substâncias entre as rochas e as soluções que circulam em volta, dando origem a novos minerais designados de neoformação.

Classificação das rochas sedimentares

Classificação das rochas sedimentares

Rochas Detríticas
São rochas cuja componente predominante são os detritos de rochas preexistentes, resultantes sobretudo da alteração e erosão que actuaram sobre essas mesmas rochas.

Rochas Quimiogénicas
Resultam da precipitação a partir de substâncias dissolvidas na água que poderão através dela serem transportadas a longas distâncias.

Rochas Biogénicas
Resultam da acumulação de organismos depois de mortos ou de detritos da sua actividade.

Ciclo das rochas sedimentares

Ciclo das rochas sedimentares

As rochas da superfície terrestre estão a ser continuamente alteradas por agentes naturais, como a água, os gases atmosféricos, a acção dos seres vivos e as variações de temperatura. Os produtos resultantes da alteração podem ser detríticos (ex.: pedras soltas, areia, fracção fina dos solos) ou dissolverem-se na água.
Quase simultaneamente com a alteração das rochas dá-se a sua erosão, que é o processo de arrancar e deslocar os materiais rochosos previamente alterados.
Depois são transportados por diversos agentes, como as águas dos rios e o vento, e acumulam-se em lugares favoráveis, como por exemplo, rios, lagos, lagoas, praias e fundos oceânicos, dando-se a sedimentação desses materiais. Se o agente de transporte é a água, durante a sedimentação, também podem depositar-se por precipitação química as substâncias dissolvidas na água, dando origem a rochas sedimentares de origem quimiogénica, como é o caso do gesso e do salgema.
Também poderão sedimentar restos de conchas, carapaças e esqueletos de animais mortos se estes existirem no local de acumulação ou nas proximidades, como numa praia ou num lago.

Rochas sedimentares


Rochas sedimentares


A génese de sedimentos, isto é, a formação de produtos resultantes da alteração das rochas preexistentes, pertence ao conjunto de processos que ocorrem à superfície da crosta. Sob determinadas condições, estes sedimentos podem vir a formar rochas, chamadas rochas sedimentares.
As rochas sedimentares resultam do transporte, acumulação e consolidação dos sedimentos, provenientes, quer da erosão de rochas preexistentes, quer da precipitação química de substâncias, quer de material correspondente a conchas, esqueletos, espículas de organismos mortos.
Estas, constituem uma fina película, cuja espessura raramente ultrapassa os 2 Km, cobrindo no entanto cerca de 80% da superfície do planeta, constituindo a maioria das suas paisagens.
As rochas sedimentares sofrem um longo processo de transformações, que se inicia com a alteração e termina na diagénese ou litificação.

Ciclo das rochas

Ciclo das rochas


Os três grupos de rochas - magmáticas, sedimentares e metamórficas, transformam-se continuamente na natureza num conjunto de processos geológicos denominado o Ciclo das Rochas.
O ciclo das rochas:
Após arrefecimento, o magma solidifica originando rochas magmáticas. Estas podem-se formar-se à superfície devido a processos vulcânicos, ou no interior da crusta.
Uma vez expostas à superfície, as rochas sofrem meteorização e erosão, processos promovidos fundamentalmente pela água e pelo ar, originando sedimentos. Estes depois de transportados pela água e pelo vento, depositam-se em zonas deprimidas da crosta continental ou oceânica.Devido a fenómenos de subsidência, os materiais da crosta vão afundando aumentando a pressão e a temperatura. Originam então rochas sedimentares.
Com o continuar do processo de subsidência crustal, em que a pressão e a temperatura aumentam, as rochas sofrem recristalizações no estado sólido dos seus minerais. Surgem as rochas metamórficas.
Caso a temperatura ainda aumente mais as rochas fundem originando-se o magma, que pode voltar a formar novamente rochas magmáticas.

Tipo de rochas e sua origem

Tipos de rochas e sua origem

Rochas Magmáticas ou ígneas: estas são originadas através de materiais em estado de fusão que se solidificam por arrefecimento, entre eles os minerais feldspatos, a mica, os óxidos metálicos, os minerais silicatos ferro-magnesianos, etc.

Rochas Sedimentares: surgem nas zonas profundas da litosfera (crosta terrestre). A sua formação dá-se a partir de processos físico-quimicos que sofrem os agentes destrutivos. Ex. arenitos, calcário, folhelhos, etc.

Rochas Metarmórficas: Estas passam por mudanças e têm origem nas rochas magmáticas, sedimentares e também metamórficas. Tal transformação acontece pelo aumento da temperatura e ainda ocasiona a elevação da pressão e o aumento de deslocamentos, o que resulta na fragmentação da rocha original.

Áreas de Risco Não Estão Cartografadas

Áreas de Risco Não Estão Cartografadas

Quando a montanha se move, não há nada que o homem possa fazer. Porém, o homem tem sempre a possibilidade de definir as condições que levam à ocorrência de certos movimentos da montanha e, ao prevenir o risco, pode evitar ou minimizar as suas consequências.
Em Portugal, os movimentos em massa (deslizamentos, fluxo de detritos ou queda de blocos) são muito comuns, tanto no Norte como no Sul, embora, devido ao tipo de povoamento, mais disperso no Norte, atinjam normalmente nesta parte do país consequências mais trágicas. No entanto, não existe nenhuma carta nacional com as áreas de risco potencial à ocorrência de processos de instabilidade geomorfológica. Se existisse, os habitantes da aldeia de Frades, onde, no passado dia 7, um violento movimento de terras destruiu cinco habitações e matou quatro pessoas, saberiam que aquela povoação está localizada numa encosta de alto risco. Devido ao acentuado declive das vertentes, à sua disposição, à natureza do manto superficial e à existência de casas no percurso da linha de água, a possibilidade de se repetirem outros acidentes trágicos como o do dia 7 é elevada. "Na vertente do lado, há uma condição de risco semelhante, com uma casa situada mesmo na linha de água", assegura Carlos Bateiras, docente do Instituto de Geografia Física da Faculdade de Letras do Porto.
Alguns acidentes geológicos não são totalmente naturais, muitas vezes são influenciados ou até desencadeados pelo ser humano. Não foi o caso de Frades, mas, em Cavez, Carlos Bateiras não tem dúvidas em afirmar que "o homem foi o principal responsável pelas consequências catastróficas que o fluxo de detritos implicou". Com efeito, explica, "uma série de intervenções empreendidas alterou profundamente a dinâmica geomorfológica da área em questão". Em particular, a abertura de um caminho imediatamente a montante do local onde se iniciou o movimento, "que passou a funcionar como área de concentração da drenagem das águas pluviais", a existência de um deficiente sistema de canalização das águas, "que acabou por rebentar devido à sobrecarga de água em circulação", e o facto de se ter construído uma casa (o café que foi destruído) no percurso de uma linha de água.

Fonte: Jornal o Público

Saturday, February 03, 2007

Espécie introduzida em Portugal - achigã



Espécie introduzida em Portugal

Achigã
* Identificação cientifica da espécie
Nome da espécie: Micropterus salmoides (Lacepéde, 1802)
Género: Micropterus
Família: Centrarchidae
Ordem: Teleostei
Classe: Osteichthyes
Filo: Chordata
Reino: Animalia

* Origem geográfica

O achigã encontra-se espalhado por cerca de quatro dezenas de países no Mundo, por exemplo, Brasil, Quénia, Egipto, Marrocos, Japão, Coreia do Sul, Zimbabwe, África do Sul, Cuba, e até alguns estados da antiga URSS, embora a sua origem seja o Continente norte-americano (zona inferior dos Grandes Lagos, rio Mississipi e Florida).
* Forma de introdução em Portugal

O achigã foi introduzido no nosso País, pelo Instituto Florestal, em princípios de 1952, por ser considerado necessário que existisse um predador nas massas de água onde não há trutas, para controlar as populações de outros peixes, evitar proliferações excessivas e melhorar as espécies.

* Impacto no ambiente

Quanto ao impacto no ambiente é de referir a sua adaptabilidade, o seu desportivismo em termos de pesca e o que pode voltar-se contra ele próprio, o seu excelente valor gastronómico. Em Portugal, o achigã tornou-se o peixe-desporto e o predador de serviço para estabilizar populações piscícolas descontroladas, para além de ser um recurso alimentar e de qualidade para as populações mais afastadas do litoral.

Friday, December 15, 2006

o que é o DNA?

O DNA é a molécula orgânica que quando transcrita em RNA, tem a capacidade de codificar proteínas. Tem a forma parecida com uma escada espiral cuja disposição dos degraus se dá em quatro partes moleculares diferentes. Esta disposição constitui as chamadas quatro letras do código genético.

O que é DNA? É uma molécula, que reproduz o código genético, é responsável pela transmissão das características hereditárias de cada espécie, quer seja nas plantas, nos animais (incluindo o homem) ou nos microrganismos. A molécula do DNA é formada por fosfato e açúcar e por seqüências de quatro bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G), ligadas por pontes de hidrogênio, formando uma dupla hélice. O DNA de todas as células do corpo humano é equivalente, em comprimento, a 8 mil vezes a distância da Terra à lua.

Evolução

"Fixismo
Existiram numerosas hipóteses fixistas ao longo da história da Biologia, umas mais duradouras que outras, umas mais fundamentadas que outras. Considerando-se que as espécies permaneceram imutáveis ao longo das eras, surge novamente a necessidade de identificar a causa do surgimento das espécies ancestrais.

Dessas hipóteses salientam-se as mais conhecidas:

Hipótese da geração espontânea – originalmente apresentada por Aristóteles, por sua vez influenciado por Platão (que referia que os seres vivos eram cópias imperfeitas de formas perfeitas de uma ideia - essencialismo) , considerava que os seres vivos seriam constantemente formados, a partir de matéria não-viva como o pó e a sujidade. Os seres vivos estariam organizados num plano, designado Scala Naturae, eterna e imutável, pelo que os organismos assim formados não teriam a possibilidade de alterar as suas características;

Hipótese Criacionista – baseada na reunião de escritos bíblicos e das teorias universalmente aceites de Aristóteles, considera que Deus terá criado todas as espécies, animais e vegetais, num único acto. Após esse momento, as espécies permaneceriam imutáveis, sendo qualquer imperfeição resultante das condições ambientais."

http://www.simbiotica.org/teorias.htm

Friday, September 22, 2006

Biologia e Geologia 11ºano

"Mapeado o código genético das abelhas


Um grupo de cientistas mapeou o código genético das abelhas, num estudo que pode fornecer pistas sobre o complexo comportamento social, o acurado olfato e as origens africanas desses insetos.

A Apis mellifera evoluiu mais lentamente do que outros insetos, entretanto, possui mais genes relacionados ao olfato. O estudo foi realizado por uma equipe de cientistas liderada pela University of Illinois Bee Research Facility. Os resultados podem abrir uma nova era de pesquisas na área de agricultura, pesquisa biológica e saúde humana. Atualmente, as abelhas são muito usadas para estudar vários campos como neurociência, comportamento social e toxicologia.

Um dos principais focos de estudo é o comportamento social. Uma única rainha é capaz de comandar dezenas de milhares de operárias. Para compreender melhor esse fenômeno, estudos bem mais abrangentes serão necessários. A seqüência do DNA pode ajudar a responder a questão de como a genética explica a formação de colônias complexas de insetos.

O código genético já revelou que as abelhas são originárias da África, e a sua difusão para a Europa se deu em duas ondas de migração."

http://soxhlet.blogspot.com/2006/10/mapeado-o-cdigo-gentico-das-abelhas.html